sábado, 13 de março de 2010

Sonho que me foge por entre os dedos,
aperto-te, tento segurar-te na minha mão…
Cais. Cais sempre na ilusão,
no amor irreal em que quero acreditar…
És asas, noite, fogo que se apodera de mim sem dó…
Ajoelho-me, entrego-me a ti vazia, vazia de tudo…
Agarro os teus pés em cada passo para o abismo,
na lógica incontornável da falta de ser amada…

2 comentários:

Paula disse...

Quantas vezes temos sonhos que se apoderam de nos, que nos consoem corpo e mente para depois descobrirmos que não passam de meras ilusões, irrealidades que apenas se realizam na nossa mente.

Amei, amei (:

Luiza M. Nogueira disse...

as vezes os sonhos nos fogem entre os dedos e deixá-los cair é dar espaço para construir um outro sonho, mais verdadeiro talvez. :)!
Beijos.