domingo, 6 de novembro de 2011

Nunca pensei escrever-te assim, de novo. Imaginar a minha vida sem ti, sem os teus abraços e beijos, sem a tua mão quente a aquecer a minha nos dias chuvosos de Inverno...Tu a rires-te do meu cabelo molhado, de quando dizes que "te fica tão bem assim liso". Sim, amei-te, claro. E acho que ainda te amo. Mesmo depois de todas as mágoas, das tuas palavras, dos "tempos", das oportunidades que te dei. Tanto desperdício de tempo e palavras, destes textos, de te ouvir. Provavelmente acabaremos separados. Amigos. Só isso. Nem sei...conseguiste dar-me e tirar-me tanto. Fazer-me tão feliz, para apenas me fazeres cair. Já não é a primeira vez, sabes? Desta vez, se tiver que me levantar de novo, levantar-me-ei. É o que vem de bom do fim das relações...aprendemos que a vida continua.



(Talvez cresças. Talvez te apercebas que vale a pena lutar por mim.)

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Era assim. Uma casa vazia. A escuridão a espreitar por cada fresta, por todas as palavras que se deixaram escritas na parede. Escuridão em cada nesga de luz que não entra...E o chão. E esse chão que a cada passo desaparece. A cada palavra em falso que tu dizes...

domingo, 23 de outubro de 2011

As lágrimas caíram ontem. E hoje. E amanhã continuarão presas ao meu olhar, turvando-me o pensamento, o que sinto, tudo o que tenho. Tudo por te amar. E me deixar ficar presa a ti, de dar tudo o que tenho, para apenas receber isso. Tu e as tuas dúvidas. Um dia é tudo o que tens.

domingo, 16 de outubro de 2011

Mais um passo no teu encontro,
um pedaço de nada que caiu em ti,
que se estende aos teus pés...
Eternamente.
Repetidamente,
deixa-te ficar aí.
Deixa-me só olhar,
sentir,
amar-te uma vez mais.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

As lágrimas secaram, de tanto chorar. Caíram, toldaram-me os olhos, as faces com essas gotas a escorrer, a cair incólumes no meu corpo, no chão, na minha roupa. Fui todo o caminho a chorar. “Próxima estação: Fogueteiro”. E as lágrimas a cair, sempre a cada soluço por ti, por te saber perdida, desesperada…e eu tão longe. E eu num comboio, “Próxima paragem: Pragal”, e eu a ver a ponte, enquanto tu te perdes, enquanto as gotas caem e as palavras não saem. Quero saltar, cair também eu com as lágrimas, cair contigo, ao pé de ti, sim contigo. Fim da viagem, saio para que ninguém me veja, não assim, com a cara desfeita, o olhar perdido a pensar em ti.

sábado, 1 de outubro de 2011

Cansada.
Os passos são apenas pegadas de sangue,
as palavras caídas das mãos,
em silêncio.
Vazias de ti,
do que eras.
Do que foste.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Lágrimas. Gritos. Vamos lá viver esta vida, vamos? Sim, dá mais, atira mais, deixa, faz com que as lágrimas caiam. Sim e depois finge que não foi nada. Que afinal é só mais uma sombra na escuridão. Mais um grito estridente a cortar a paz da negrura. Pois, as estrelas apagaram-se. Foi a falta de esperança, sabes? O ver-te sempre de costas, a fingir...Eu sempre à espera da próxima vez que te apetece gritar. E todos fecham os olhos. Silêncio! Silêncio aos teus berros, à tua injustiça, a tudo o que fazes de mal. Silêncio, pois claro.

Só as palavras escritas, essas que tu não lês, se atiram, inúteis, contra ti.