segunda-feira, 18 de julho de 2011

É tempo de amar. As cinzas caíram das escadas num rodopio, do precipício em que as larguei, lascas de sangue do coração que um dia não soube perder. As palavras saem sem parar, caem elas também, morrem, mortas, ainda sem nenhum som. Sem dizerem nada. Sem te dizerem nada.
Amo-te muito.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Amo-te.

Há silêncios que incomodam. Olhares distantes que te deixam partir, estas lágrimas presas aos fios de memórias...Jardins. As mãos que agarram todas as flores, as palavras que te dou, esta tristeza sem nome de não te saber aqui.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Lágrimas que caem no papel gasto de tanto escrever...de tanto olhar e fingir que tudo passa por ele. Palavras. Apenas palavras. Nem gestos, nem sentimentos...apenas letras perdidas nesta escrita sem nome. E tudo continua...e o tempo mantém-se vivo, o tímido despontar de quem não quer nascer. Renascer. Repetir os mesmos sons, os mesmos erros, as palavras solitárias que caem em mãos sem dono...

Talvez um dia as muralhas caiam e o papel se desfaça em nada.

domingo, 10 de abril de 2011

Agarro-te, sabendo que te vou perder. As luzes apagaram-se...Os pensamentos vão até ti, mesmo no escuro. Mesmo perdida na incerteza que te queria gritar...Até as lágrimas me abandonaram, as muralhas de papel que o tempo desfez. Se a tua mão fosse mais do que uma miragem, um sonho que me fugiu por entre os dedos...Não te vás.

sábado, 26 de março de 2011

O silêncio cobre-me as folhas de papel, os dedos que não sabem o que procurar, nem as palavras, nem o que não sai...Para quê, esquecida? Longe de tudo, do coração que cai e se esmaga nas pedras da calçada...o vermelho que me mancha a alma, as memórias vivas que pulsam em mim...Para quê?...O sangue corre por entre as rachas das muralhas que morrem...

sexta-feira, 18 de março de 2011

Sentada num banco,
vozes entorpecidas ecoam em volta,
no silêncio que ocupaste...
Não espero.
Os passos são agora pegadas,
o caminho que senti, um dia...

domingo, 6 de março de 2011

Relembro-me, momentos de nada que ecoam à minha volta...como se não existisse. Como se tudo em volta fosse um enevoado de sonhos e estrelas e luzes...Apenas o som da chuva. Das gotas a baterem na calçada, da palavra nós que um dia apareceu, que um dia se descobriu.