segunda-feira, 6 de abril de 2015

Deixo o sangue escapar-me por entre os dedos,

as palavras gritam-me aos ouvidos.

Morrer, na sombra que me cobre,

na luz que desiste de me olhar.

As pegadas pregaram-se ao chão.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014


As palavras morrem.

Apodreço por dentro, rasgo-me inteira.

Desapareço, esqueço-me.

Não quero existir. Não me quero.

As lágrimas caem e eu não existo.

Morro por dentro.

Abraço-me inteira quando nada sou.

No nada de não nos ter.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Cedo em ti...


Cedo. Na morte de ti. Na máscara que ponho e tiro sem cessar. Amo-te. Agarro-me ao teu passado, ao nosso viver, ao mar que te leva assim…sem mim.
Sem mim. Sem ti. Nós afogamo-nos juntos nesta alma, neste terror. Cedo para ti. Cedo à dor, ao fogo, à sombra que me atormenta. Estendo a mão e agarro o nada do presente. O nada daquilo que sei ser meu. E não páro, nunca. E as palavras não param e caem como chuva em ti. Em mim. As palavras que me traem, que me fazem chorar, que me levam esta dor apenas para vir mais…

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Dias de chuva. Caem rios do céu, colunas imensas de água regam o chão. E eu não gosto destes dias. De não ver o sol, nem o céu azul. De olhar para o meu cão e ver-lhe o focinho molhado e triste. Os olhinhos a pedir que eu mude o tempo. Que eu tire a água de cima dele. Nem dá para passear contigo...Nem podemos passear na rua sem ficarmos os dois encharcados, sem tu sorrires da minha cara, sem dizeres que querias que chovesse sempre só para me veres assim. Eu e o Phoenix não gostamos. Chuva...dias de chuva.

sexta-feira, 30 de março de 2012

As saudades relembram-me de ti. O quanto de abracei ontem ao despedir-me...o quanto te quis dizer que te amo, que sou tua, que és tudo para mim. Que...que nem tenho palavras. A poesia não é nada, quando não sei o que te dizer. O quanto te abraçar e repetir a palavra de sempre...as palavras de sempre. Acreditar em ti, molhar-me na chuva intensa que vejo lá fora, deixar-me bonita, porque gostas de me ver assim. Deixar as gotas escorrerem-me pela cara e não secar o cabelo, só porque gostas de o ver assim.
Também te quero ver feliz.

Amo-te.

domingo, 18 de março de 2012

E se te dissesse que morri por dentro?
Que o baloiço parou...
que as cordas se partiram nos apertos súbitos,
nas memórias desencontradas que teimam em aparecer...

sexta-feira, 16 de março de 2012

Num beijo escondido,
nas mãos que se entrelaçam,
nos nossos corpos abraçados,
nos olhares perdidos,
sussurro o meu amor por ti:
Amo-te.