domingo, 19 de setembro de 2010

Para ti.

Caminho na corda bamba da razão,
a loucura que te torna irreal,
a solidão que me turva o olhar...
Amarrei-me a ti, certeza que fugiu,
a ti, que te escondes para um dia me amares.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Desilusão. Sangue que escorre da boca que mentiu, nas palavras que se cravaram no meu coração...Afasto-me desse sangue, da ilusão dum sonho que nunca viveu. Talvez possa dar-te o único sentimento que resta...és-me indiferente. E para quê?

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Mas tu queres ficar...

Ninguém mais vai fingir, ninguém mais vai querer fugir para esse Outono. Só vejo folhas que caem, o rodopiar das cores que embatem no passeio, enquanto esses pedaços de sonho são esmagados, pisados pelo passar de estranhos, destruídos para nunca mais voltarem...Pensas que saíste, mas continuas aí, deitado na estrada fria que se atravessa à minha frente, à espera que te levem...Não te vou levantar, não vou sequer gritar, porque já não sei de nós para te poder reencontrar...Morreste enquanto me deixaste cair, folha seca que se partiu nas tuas mãos.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Lugar de ninguém




Ecos de silêncio,
ensurdeço escondida nas sombras,
enquanto me cubro de nada
e amarro o olhar à distância que me imponho...

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Decidi esquecer-te. Cada lágrima que ainda me roubaste, todas as noites em que o sono se me escapa por entre as pálpebras que tento fechar…Nada disso mereces. Fugiste, abandonaste-me, sem culpa, sem glória, sem paixão. Teve que ser, a fatalidade do destino que nos pertence. Sem desculpas, sem desvios ao caminho que terei que percorrer, longe de ti, tão longe que deixei quase de te sentir, de te lembrar. Guardei algumas das memórias, mas tudo se sumiu com a tristeza que me deste. Preferia que não ma tivesses dado, que me tivesses largado suavemente, cortado aos poucos a corda do baloiço para que a queda fosse menos dolorosa. Tudo em ti foi paixão, foi intensidade, até no amor, até na derrota. Fui vencida por ti. Por ti, pelos passos mais fortes e mais rápidos do que os meus. Não te pude acompanhar, não, nunca corri tão rápido quanto tu, nunca tinha tido alguém a quem dar a mão. Perdoo-te a falta que me fazes, porque não és tu que me fazes falta. Não, não és tu, é só alguém.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Tenho a tua memória na palma do coração,
no único tempo que me permitiu sonhar...
Resta apenas o pó, a sombra do que amei,
as lágrimas de cada palavra que não esqueci...
Escondeste-me o sol, apagaste todas as estrelas...
Perdi-me. Talvez me tornes livre nesta escuridão...

quarta-feira, 18 de agosto de 2010


 
Abismo que me ilude a alma,

duras palavras que me invadem o pensamento,

fecham os olhos à luz das estrelas…

Para quê olhar o céu?...