sábado, 8 de janeiro de 2011

Hoje não sei porque te escrevo. Queria abraçar-te, apertar a tua mão com força, olhar bem para ti e corar de sentir que me vês a alma. Não sei, não sei, prefiro que a mão não pare perdida no papel…É daqueles dias. Perdida. As palavras não saem, só os gestos, mesmo os mais automáticos como o escrever sem pensar. Sim, talvez hoje esteja vazia de pensamentos, de ideias para te dizer o quanto te adoro, de estudos, de tudo. Sobra…nem sei o que sobra. Os olhos fecharam-se no cansaço, as pálpebras caíram sobre o peso do fim do dia…Talvez me possas ver assim, fechada, com a caneta que deixa a tinta correr desordenadamente, vazia, sim, vazia, perdida no meio de tanto em que pensar.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Passos que caminham sem pensar, o tempo foge por entre os dedos entrelaçados nos teus, nas recordações que me silenciam as saudades...Se te tivesse aqui. Ao meu lado, a ouvir tudo o que o coração não sabe dizer, o que nenhuma palavra pode dar.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Talvez um dia...

Talvez um dia, perdida por entre os silêncios das palavras, no amor com que pinto a lua que me ilumina...Talvez um dia um grito da alma nos prenda, nos arranque os pés que deixamos no chão, nas mãos que te agarram..."Sou toda tua". Palavras que te dou, soltas no pó que cai sobre nós, em cada noite em que sonho contigo, vento que te leva tudo o que te quero dar...

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Agarras o mundo,
sonhos que voam contigo,
as lágrimas que caíam na terra outrora infértil.
Jardim com os brilhos do mundo,
as cintilantes estrelas que me deste

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Hoje sou ninguém.

Gostava tanto que estivesses aqui. O frio gela-me as mãos e as palavras não saem. Hoje sou ninguém. Só com saudades, com a falta de tudo o que é teu, à espera da tua voz, da tua mão...Espero. Olho para as letras sem significado, para a rua que sempre foi minha...Hoje nada significa. Apenas a saudade de te ter, a espera interminável por ti.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Vejo-te entre os sonhos,
memórias de saudades...
Relembro-te.
Momentos de paixão,
a tua mão na minha...
Quebraste as muralhas de areia,
gestos incansáveis que me deram tudo...

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Tento que as palavras saiam pela tinta da caneta, palavras de amor, de sentimentos, daquilo que nunca te consigo dizer. Queria tanto que estivesses aqui. Sentir de novo o teu abraço, o entrelaçar de pensamentos que me dás...dos dedos com que me agarras a mão. Palavras. Não as encontro para ti, nunca enquanto o fogo reacende e as mãos deixam-se esquecidas nele.